Enquanto chovia
Eu
lembro-me que 3 horas antes, a chuva veio devagar com ar de preguiça, pingava
como quem chora sozinho, eram gotas frias de arrepiar a pele. O céu nublado,
nenhuma estrela ousada para desafiar aquela cena. Os ventos podiam falar
estranhamente, mas eu percebia que nos alertava de uma noite que marcaria as
nossas vidas.
Da
janela, vi as ruas abandonadas e sem graça, as pessoas temiam que se
apressassem os seus destinos, pois se espalhava uma fama de um possível ciclone
que se formara no alto mar.
Horas
depois, já não era aquela chuva pingona que me tirava do sério, essa caía
violentamente e batia nas chapas de zinco e produzia um barrulho ensurdecedor.
A
chuva parecia vingar-se de alguém, tamanha ira que se manifestara. O medo de sei
lá o que tomou o meu coração e o encheu de culpa.
Eu
orava para me manter forte, era a única coisa que podia fazer, eu não me lembro
das palavras que proferi mas acho que não falava certo, mas ali eu cria que Deus
me ouvia mesmo sem saber o que dizia, não sabia se pedia perdão dos meus
pecados se pedia um milagre urgente, sabe, só abri a minha boca e falei
descontroladamente, e confesso que nunca tive tanta fé como naquela noite.
Escrito por: Rizon Vealzinho.
Desenhos de: Laurentino da Olga.


Belo texto..! continues nos trazer mais factos reais na sociedade moçambicana e no mundo inteiro , sem mais de longas digo que estás de parabéns bro pemba (Cabo Delgado) precisá de pessoas como tu.
ResponderEliminarBelo texto..! Continues nos trazer mais factos reais na sociedade moçambicana e no mundo inteiro, sem mais de longas digo que estás de parabéns bro pemba (Cabo Delgado) precisa de pessoas que têm competência e que és tu.
ResponderEliminarMuito obrigado
EliminarPessoas como tu hoje em dia são contadas, voce merece
Eliminarobrigado de coracao.
EliminarMuito lindo o texto, ilustre. O caminho eh pra frente, do meu lado disponha sempre. Um abraco!
ResponderEliminarMiguel Natha
EliminarObrigado ilustre.
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